Havia algo de errado consigo,
dizia o homem em sua mente. Primeiro um pico congelado, agora uma caverna
escura, abaixo desta montanha, onde a humanidade pare ia nunca ter chegado.
E tudo isso por causa de uma mensagem, entregue em seus sonhos. Duvidaria
de sua sanidade se não fosse uma marca na sua mão, em forma de pássaro, feita
pelo mensageiro, dentro do mesmo sonho.
- E se eu estiver ficando louco?
Quem sabe eu sempre tive essa marca?
Riu nervosamente ao ouvir sua própria voz. Só um demente falaria sozinho, e era exatamente o que fazia. Será que os loucos questionam a si mesmo?
De repente, ficou escuro demais para enxergar, mesmo com a lanterna na mão, e o homem escutou uma voz, a própria voz, que não saia de sua boca, e que pare ia vir de todos os lugares.
Riu nervosamente ao ouvir sua própria voz. Só um demente falaria sozinho, e era exatamente o que fazia. Será que os loucos questionam a si mesmo?
De repente, ficou escuro demais para enxergar, mesmo com a lanterna na mão, e o homem escutou uma voz, a própria voz, que não saia de sua boca, e que pare ia vir de todos os lugares.
- Questionar a si mesmo é a chave
para ser sempre melhor. E agora que você veio a mim, tudo será explicado, seu
tempo de angustias acabará.
- Quem está ai? - A voz do homem
saiu menos firme do que ele gostaria.
Diante do homem, que se mergulhava na escuridão em que nada se via , exceto o próprio corpo, apareceu o encapuzado, que ele reconheceu como mensageiro dos sonhos, o que começou com aquela historia de salvar o mundo.
Diante do homem, que se mergulhava na escuridão em que nada se via , exceto o próprio corpo, apareceu o encapuzado, que ele reconheceu como mensageiro dos sonhos, o que começou com aquela historia de salvar o mundo.
- Já que você esta se
questionando, continue, vamos sanar suas dúvidas.
- ... Minha voz! - Disse o homem
levando a mão ate seus lábios e fazendo cara de espanto.
- E, exatamente, sua voz. - O
estranho baixou o capuz e revelou ter o mesmo rosto do homem, que começou a
empalidecer. - Não pergunte, deixe que vá explicando, eu sou uma parte de você,
do seu espírito. Eu sou a sua memória intuitiva. Você, meu caro, é um shaman,
que teve seus poderes quase extintos separando novamente os mundos físicos e
dos sonhos. Você salvou o mundo daquela vez. Que lhe custou a sanidade. Então você
separou sua mente astral, - apontou para si. - da sua mente humana, - apontou
para o homem, que tinha se resignado a ouvir, e um pouco de cor voltara a seu
rosto. - assim, ambos se curariam.
- Por que eu... er nós?
- Por que não? Você tinha a
capacidade, e o mundo não agüentaria tempo suficiente até aparecer outro shaman
que conseguisse fazer o que você fez. Se o mundo acabasse, você não
sobreviveria. Então seria a escolha obvia.
- O que causou isso tudo?
- O colapso do mundo dos sonhos?
Não sei, notei, no caso, você, a parte humana notou que havia algo errado com o
mundo físico. O lugar onde você vivia havia se tornado incoerente, impreciso.
Sinal que algo havia de errado com o mundo dos sonhos. E havia alguém ou algo estavam
tornando, de alguma forma, seus sonhos no mundo físico, enfraquecendo a
barreira dos mundos que, terminaria no aniquilamento de ambos. Eu usei toda a
minha vontade para materializar a barreira dos sonhos novamente. E quando
estava debilitado a ponto de não conseguir voltar ao mundo real, separamo-nos,
como se fossemos dois indivíduos. Isso a 14 anos atrás. Você se esqueceu de
mim, e eu me tornei um sonho. Mas agora esta acontecendo de novo. E novamente ninguém
se manifesta.
- Deveríamos ver o que esta
acontecendo, em vez de me sacrificar, não?
- A 14 anos não a havia tempo.
Mas agora é diferente, por estar sempre nos sonhos, eu vi o começo, e até tenho
uma pista de, se não o que, ao menos onde isso começa.
- E onde seria?
- Abismo de Husi! - Diante da
cara de dúvida da sua parte humana ele completa. - Isso fica alem do seu e do
meu mundo. E o lugar onde os deuses inexistem outra vez.
continua...
continua...


